Passa o tempo, passatempo, as horas passam sem ao
menos um aceno. De repente tudo se torna novo, assustadoramente
desconhecido e imprevisível. Da memória todos os registros vão
escoando... Ralo, odor, detritos. Indícios de uma existência, como
rugas, marcas do tempo. Intelecto intacto, corpo nem tanto. Comando de
voz, paraplegia, um simples desejo... Monotonia. Manifestos, reveses,
inexatidão de sentimentos gris, ambiguidade e gratidão. Um ser em plena
constituição.
15/10/2011
15/10/2011

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